Conseguimos amar?

14-outubro Espiritual , Família

Uma pergunta muito simples…. No entanto, extremamente difícil de responder.

Quanto maior é a experiência de vida de alguém, que esteja de fato comprometido a “amar” a si mesmo como “ama” outra pessoa, poderá se conhecer cada dia mais profundamente um ser tão vasto em comportamento, pensamentos, sentimentos como nós seres humanos.

Basicamente dizem que existem três tipos de amor: Ágape – amor incondicional, Eros – amor carnal, físico, aparência, necessidade própria e Filos – amor amigo, amizade verdadeira e completa, consciência e valorização de pessoas vinculadas ao nosso meio social.

Pois bem! De fato, raríssimas vezes amamos incondicionalmente, sempre interligamos nossos desejos, sentimentos de vazio, necessidades físicas terceirizando-os ao outro, como se qualquer pessoa na qual “entregamos” nossas demandas fossem obrigadas à preenche-las. Há sempre uma condição para que digamos que de fato amamos alguém, até percebermos que nossas “trocas” não tem sido “justas”, sempre achamos que estamos nos doando mais que o outro.

Amamos nosso próximo até que não “pise em nossos calos”, a mágoa, rancor, vingança encoberta e várias outras ações incoerentes e inerentes ao AMOR, possam se encontrar em uma amizade verdadeira, pois sempre achamos que estamos doando mais que recebendo. Nos afastamos das pessoas que verbalizamos serem amigas e/ou ente queridos, quando na verdade de forma egoísta percebemos que por algum motivo não estamos sendo correspondidos.

Mas o Amor Eros parece nos caber bem, talvez por ser uma questão da superficialidade dos desejos carnais, pois neste tipo de amor imaginariamente vemos no outro todas as possibilidades de o mesmo suprirmos em nossas carências físicas e emocionais, uma espécie de decreto ao outro, o terceirizado, à obrigação de nos fazer felizes e preenchidos… Ora!!! Mas este, o terceirizado, não procura o mesmo???

Voltemos desta forma, na pergunta inicial deste pequeno texto… Quem somos nós? Pessoas que amam? Pessoas que procuram o amor? Pessoas que querem amar e serem amadas?

Talvez tenhamos que nos perguntar: Quem somos e o que queremos?

A auto reflexão pode nos levar a uma consciência maior de nós mesmos e com isso, talvez, amarmos mais a nós mesmos e automaticamente ao outro, incondicionalmente.

Conheci um homem, que sabia muito bem quem era e o que queria, que amou a todos nós de tal maneira, incondicionalmente que nos deu o único filho, nos mostrando como isso, o caminho, a verdade e a vida. Tudo inicia em Cristo e se finda Nele!!!

Ainda há tempo… Mas até quando? Ele veio também por você que leu esta mensagem.

Rodrigo Martins Pereira

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