Crianças e mulheres primeiro

22-setembro Espiritual , Família

Gostaria de falar que esse texto se dirige ao público do título, mas infelizmente não quero falar nem das crianças e nem das mulheres, mas dos homens que não deixam de ser crianças e que resolveram viver como se fossem mulheres.

Lembro que nos filmes de tragédia em navios, sempre ouvíamos, mulheres e crianças primeiro, mostrando a aptidão do mais forte em proteger o mais fraco, em assumir a dor, em se sacrificar para que a esposa e os filhos estivessem bem. Porém, na época do entretenimento, da escravidão do prazer o que mais conta é a autossatisfação e não o bem-estar comum.

Os homens modernos, sempre estão absorvidos demais com seus brinquedos, hobbies, conforto, diversão. Isso é assustador, pois os que são responsáveis em sustentar a ordem em manter os padrões estão ocupados demais com eles mesmos, com seus desejos de prazer e estão criando abalos sísmicos que causarão destruições irreparáveis na próxima geração.

Somos a geração dos cansados demais para a família, é claro. Somos a geração dos torcedores fanáticos por futebol ou qualquer outro esporte. Dos aclamados montadores de times do cartola, como a grande ocupação da vida e dos debates acalorados nesse sentido. Dos esquerdistas e direitistas do facebook porque não tem coragem de lutar por um ideal e, política, é coisa de bandido e viva o cara que carrego na camisa!

A geração dos resorts caros, que se puderem nos livrar das mulheres e das crianças agradeceremos aos que tiveram essa ideia tão completa e eficaz de descanso. Porque mulher boa é qualquer uma, menos a minha que tenho que gastar tempo com ela, ouvi-la, amá-la, protegê-la, santificá-la, fazer com que ela tenha um chão para crescer como uma pessoa melhor, que glorifica a Deus.

A geração das férias, que trabalha para tirar férias e não tira férias para trabalhar. Não se pensa mais nas construções que estamos fazendo, se pensa apenas nos salários que iremos ganhar no fim do mês, para que possamos sair de férias. Uma geração cansada e ineficaz, que infelizmente, querendo ou não carregam nos ombros a tarefa de manter a sociedade, de deixarem um legado e formarem a próxima geração.

Uma geração de fêmeas, não de machos. Tem horas que me pergunto por que tanta briga das feministas por um lugar ao sol, entendo que elas ganharam. Os homens são fêmeas e as mulheres são machos. Patriarcado? Onde? Os homens são mais sensíveis, estão mais maquiados, depilados totalmente, apesar do novo estereótipo de macho alfa, que são as barbas enormes de lenhadores. Precisam de alguém que os proteja, que dê segurança, que os entenda, que faça o trabalho pesado para eles, que os dirija, que dê significado, que seja um porto seguro, que lhe dê um sonho para sonharem.

Acho que nos próximos desastres os anúncios serão: Cada um por si e Deus por todos. Pernas pra que te quero. Ou quem sabe continue os mesmos dizeres: Mulheres e crianças primeiro e quando olharmos os botes salva vidas, estarão repletos de “homens”.

Reverendo Jakstone Carvalho Braga