Existência

14-maio Espiritual , Família

Eu não posso voltar no tempo, isso me diz muita coisa, infelizmente tenho que aceitar a vida como ela é, sem consertos, sem arrumações, sem refalar nenhuma só palavra, não consigo viver de novo uma boa experiência, não darei uma gargalhada descontrolada daquele caso engraçado que ouvi, não verei novamente meus filhos pequenos, não consigo repetir experiências memoráveis e nem conferir se algumas coisas aconteceram mesmo. Não posso estar com pessoas que partiram, nem rever algumas que morreram, não conversarei com velhos amigos que sumiram, não brigarei mais com nenhum dos meus irmãos, sem eu te amo passados, sem cheiros conhecidos que se tornarão nostálgicos.

Eu não posso voltar no tempo, então é preciso fazer com que cada dia seja único, cada arrumação não seja perfeita, cada piada seja a graça que puder ser, cada gesto fraterno e menos egoísta, cada amigo eterno enquanto durar, e o eu te amo coisas do presente e também do futuro.

Preciso descobrir a beleza da maturidade, a graça de ganhar e perder meus lindos filhos, enquanto crescem e fogem de casa, em busca de um amor, de um sonho e da eternidade. Preciso me convencer que os quilos a mais, são melhores que as comidas a menos. Que o joelho que dói é por causa de viver sem restrições e exposições às aventuras e desventuras que passei.

Concluo que não posso voltar no tempo, e entendo que isso é bom, pois sem correções as melhores das experiências são sempre presentes, não as encontrarei no passado, nem as verei no futuro.

Tudo é para hoje… Só hoje…

Rev. Jakstone Carvalho Braga