O caminho da paz

24-agosto Espiritual

Miserável homem que sou, é a única coisa que consigo dizer sobre mim mesmo. Como pode alguém ser tão confuso e descontrolado como eu? Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.

Desespero é a palavra que define minha tragédia. Um homem afastado de seu Criador, não pode confiar nem no próprio coração. O que sei acerca Dele, me faz duvidar de tudo o que Ele fala acerca de mim, do mundo, de Deus e de toda e qualquer pessoas: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”

Quão fatal é o meu destino, caminho a passos largos na direção da destruição. Existem placas no caminho dizendo: afaste-se, perigo a frente, risco de desabamento, morte iminente, curva perigosa, vergonha eterna. Mesmo com todos esses avisos continuo firme e resoluto a obedecer o destino dessa estrada.

Ao perceber essa tragédia, grito a plenos pulmões: Quem me livrará do corpo dessa morte? Olho para as montanhas e não existe socorro para mim. Olho para as praias e não existe descanso para a minha alma. Olho para as riquezas e não existe nada capaz de me preencher. O resultado desse clamor é mais medo, mais despedaços, mais solidão e desespero. Chego a anelar pela morte se acreditasse que ali tudo acabaria.

Contrariando todas as expectativas, vejo uma luz e ouço uma voz que me diz: porque me persegues? Sei que persigo algo minha vida inteira, tento encontrar alguém e alguma coisa em tudo o que vejo, em cada coisa que toco, em tudo o que sinto, em todos meus amores e até nas minhas perdas. Mas, não sei quem fala comigo e porque resolveu falar.

Me volto aos céus e pergunto com sinceridade e desespero: Quem és tú Senhor? Naquele momento ouço a Palavra, escuto um nome, que explica e apazigua toda a minha confusão e que traz um fim à minha procura: Eu sou Jesus a quem tú persegues. Compreendo que passei toda a minha vida a te buscar, porém sem ter olhos para ver e ouvidos para ouvir, te chamei por outros nomes, entendi tudo errado e em todos os meus atos adorei a criatura no lugar do Criador.

O mais doce e precioso, o que preenche todo o universo, a razão de cada átomo, de cada célula, de cada ato, de cada suspiro, de cada amor, o rei Jesus. Descubro que sem Ele nada do que foi feito se fez. Que Nele tudo subsiste, que é por Ele e para Ele todas as coisas. Que todo prazer e  beleza emanam Dele e que o amor invade a minha história, como nunca havia conhecido, quando Deus me amou   e entregou seu único filho, Jesus, como oferta pelos meus pecados.

Aquele que merecia apenas louvores e honras, que merecia simplesmente por ser quem é, que todos os joelhos se dobrassem e as línguas confessassem que é o Senhor. Se fez maldição em meu lugar, levou sobre si as minhas transgressões e dores, se tornou o sacrifício que traz a paz, se fez o indigesto, o rejeitado, o desamado, o excluído. Para que? Para que o miserável homem que sou, se tornasse o bendito de Deus Pai, que Ele é.

Minha resposta por tamanho amor: por toda a minha vida te servirei de graça. Te darei os meus melhores dias, te entregarei as minhas forças, seguirei os seus passos, tomarei a sua cruz todos os dias, até que por sua graça entre na Sua glória e receba da Sua bondade e dos seus méritos a coroa da justiça.

Rev. Jakstone Carvalho Braga