O problema das grandes realizações (Parte 3)

06-novembro Espiritual

Desde a antiguidade os homens tinham grande preocupação com o universo espiritual. Mesmo em povos pagãos como os gregos nórdicos, nota-se que a cultura girava em torno dos serviços aos deuses que acreditavam existir. A vida era mais que apenas fazer algo para si, era necessário agradar aos deuses.

Os homens (e mulheres, claro) tinham evidente preocupação em levar uma vida que tivesse correspondência com os ensinamentos que possuíam acerca do que agradava ou não aos deuses. Isso incluía a forma do trabalho, de lidar com a família e amigos, enfim, todas as searas da vida.

A posição dos povos pagãos é explicada pelo texto de Eclesiastes 3.11: “Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.”

O texto Sagrado ensina de forma clara e simples que o próprio Deus ao criar o homem colocou no coração deste o desejo pela eternidade, por uma vida além desta, por viver com Deus. Todo homem possui um vazio na existência do tamanho de Cristo, só Ele pode preencher a vida de alguém.

Por isso, de modo semelhante ao dos pagãos os cristãos também desde o princípio, antes mesmo de serem chamados cristãos, ou seja, desde Adão, todo homem piedoso servo do Deus vivo tinha uma preocupação evidente em viver de modo a agradar a Deus.

Isso na vida de alguém implicava em exercer no cotidiano suas atividades mais simples de forma que agradasse a Deus. O trabalho, a vida conjugal, a criação e educação dos filhos, o convívio com os semelhantes, tudo era balizado pelo desejo de servir e agradar ao Senhor.

Porém, observamos que uma mudança substancial ocorreu na base do pensamento. Como veremos posteriormente.

Presbítero Thiago Rodrigues Oliveira