Perdão

06-setembro Espiritual

O ódio excita contendas; mas o amor cobre todas as transgressões. Pv. 10.12

Para muitos perdoar é esquecimento, para outros, é lembrar sem dor.

É controverso. Afinal esquecer ou lembrar? Isso não é perdoar.

Esquecer é deixar sempre a possibilidade de se lembrar.

Lembrar mesmo que seja sem dor, é permitir a lembrança da ofensa.

O Senhor nos ensina: dos seus pecados não me lembro mais.

Perdoar não é uma opção. Trata-se de um mandamento. Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Mt 22.39.

Mais que um mandamento, é um legado deixado pelo Mestre Jesus. É produção do fruto do espírito, uma marca do cristão, a evidência da salvação.

O amor nos torna paciente, benignos, arranca de nós toda soberba, não procura nossos interesses, não se recente do mal, nos torna verdadeiros e o que é ainda mais maravilhoso, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e nunca acaba. O amor é a essência de Deus, é o coração do Senhor batendo em nosso peito, é o próprio Deus habitando em nós.

Quem experimenta o perdão de Deus sabe que não é digno do seu imenso amor e com um coração cheio de graça se volta para o Senhor em inteira devoção bate no peito dizendo como não perdoar? Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus, os que choram, porque eles serão consolados, os mansos, porque eles herdarão a terra, os que têm fome e sede de justiça porque eles serão fartos, os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia, os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.

E ai percebe que perdoar é amar. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. I João 4.8.

Presbítero: Luís Carlos de Souza.