Por que estudamos?

23-agosto Acadêmico

Um grande problema dos alunos nas escolas é não saberem por que estudam. Os jovens saem de casa pensando em como vão atingir um objetivo curto, como ir bem nesta prova, passar de ano, passar no vestibular ou no ENEN. Cada uma dessas perguntas tem respostas fáceis e curtas e requerem estratégias parecidas para serem solucionadas.
Porém – se eu estudo para entrar na faculdade – entrando, é como se aquela etapa ficasse para vencida e agora sem importância.
Por isso essas perguntas são erradas, e logo suas respostas não resolvem problemas.
A verdadeira pergunta é: O que eu quero ser quando crescer? Ou: O que eu posso ser quando crescer? Ou ainda melhor: O que eu preciso ser quando crescer?
Outro erro é achar que se pode separar o profissional do pessoal.
Você não pode ser bem sucedido em um, e mal em outro, pois você não pode ser feliz e infeliz ao mesmo tempo. Você não pode ser duas pessoas se você tem uma vida só.
Pessoas infelizes disseminam seus exemplos de sucesso profissional, e levam pessoas a cometerem os mesmos erros pelo caminho, abrindo mão de um conhecimento verdadeiro, questionador, solucionador de problemas. Cria também a versão oposta a eles. Pessoas que abrem mão do conhecimento e do trabalho como se fossem os grandes vilões da felicidade; essas pessoas chegam desamparadas às idades onde já deveriam estar aptos a cuidar de suas famílias e das pessoas a sua volta.
Erro maior é achar que a ciência combate a religião. É preciso lembrar que o que se aprende na escola são teorias, contudo são pregados como fato. O que se ensina hoje cria um ponto de partida para várias outras teorias, porem se você compreende o que é ensinado nas escrituras você tem um novo ponto de partida o que gera novas perspectivas, muito mais completas e com menos buracos que as outras.
O que o jovem ainda tem tempo de aprender é algo que já deveria saber desde criança. O foco para tudo que se aprende e busca aprender é em: “Quem você será quando crescer”.

Antônio Corrêa da Silva